Leiam a nota da Folha no link acima, para entender minhas palavras abaixo.
Não acho de bom tom o governo vir a essa altura, gerenciar nossa propriedade intelectual.
Também não vejo com bons olhos a atuação do ECAD. Sempre me pareceu obscura e inatingível essa gerência. Como pode um orgão ser mais importante do que o cidadão que deu origem a ele?
Tenho muitas razões pra falar assim EX: Os donos de Clubes de música ao vivo podem pagar mensalmente um valor reduzido de direitos autorais sem a vigilancia do ECAD, mas quem toca lá jamais verá a cor desse dinheiro. Esse dinheiro vai pra conta de quem é mais executado. Desse modo cria-se um pequeno clube dos mais executados, que fica impossível dos menores se aproximarem.
Ví na reportagem da Folha sobre a possibilidade de extinção do ECAD, um comentário de Thales de Menezes, onde é dito:
“…Depois de uma rápida olhada na lista das músicas mais executadas nas rádios do país, a constatação é inevitável: o gosto popular se afastou completamente do que a MPB produz de mais interessante e sofisticado…”.
Eu não acho essa lista nada confiável, e isso só é possivel acontecer, pelo mecanismo que acabei de me referir.
Esse é apenas um detalhe obscuro da atuação do ECAD.
Será preciso olhar mais fundo pra saber se isso pode ser limpo, ou se temos mesmo que jogar tudo fora e criar outro mecanismo mais transparente, que não jogue tudo dentro de um balaio e mande pra conta.
Será lançado ainda esse ano o Album The Coréon Experiment.
Produzido e arranjado por Luiz Brasil o album foi feito no eixo Brasil, Portugal e Angola, com participação de grandes músicos dos quatro cantos do mundo. É o CD de lançamento do Coréon Dú, natural de Angola, que assina além da produção executiva junto com a Semba, muitas das canções do album. Dancefloor é a primeira música a ter um clipe.
Logicamente esperamos que esse CD venha a ser editado no Brasil, estreitando cada vez mais as relações culturais dos dois países.
O Coréon Dú é um artista muito promissor, e conhece bem a música brasileira. As participações no seu CD como: Wyza, Irina, DJ Manya, Mathias Damazio, Simmons Massini, Jeff Brown (Angola), e Luciana Abreu (Portugal), junta-se a Marcia Castro (Brasil), talento muito novo na música brasileira, valorizam e dão uma bonita diversidade ao som desse CD. Assim como as colaborações de Felipe Mukenga, André Mingas e outros bambas de lá.
Voce pode conhecer mais sobre esse novo artista clickando em seu nome aqui Coréon Dú
O show de Tiganá no Museu Afro Brasil foi o maior barato. Com muita simplicidade de produção iluminação e som, o show aconteceu muito legal, e a platéia presente parece ter gostado muito.
Estamos no compasso de espera para o show de lançamento oficial do CD Maçalê em Julho na Bahia
O show Nobreza, no seu primeiro dia na capital Argentina, foi muito bem recebido pelo público, que lotou a sala simpática da Notorious, na Av Callao em Buenos Aires.
Foi uma audiência muito atenta e interessada na nossa música.
O show foi muito bom, e claro, com direito a pedidos calorosos de bis, que fizemos com prazer “Sabor a mi” cantado também pelo público presente.
Muito linda Buenos Aires!